terça-feira, 15 de julho de 2008

Glosas Lineares – Um ótimo negócio para os convênios médicos.

Vamos supor que um determinado convênio tem uma fatura proposta de pagamento de R$ 1.000.000,00 por mês e resolve ter uma glosa linear de 10% (R$ 100.000,00) neste período. Vamos imaginar ainda que esse valor só será pago com 90 dias após a origem da glosa. Imaginando que essa glosa ocorreu em Janeiro, então o seu pagamento hipotético será no início de Abril. Se esse convênio aplicar esse valor total da glosa linear no mercado financeiro a rendimentos de 3% ao mês, terá neste período, um pouco mais que R$ 9.000,00. Se esse mesmo convênio fizer as mesmas coisas nos demais meses do ano, só com as glosas de Janeiro a marco, o convênio irá receber de rendimento financeiros de R$ 18.000,00 em Abril.

Para facilitar o nosso entendimento didático e não precisar recorrer aos fundamento dos cálculos da matemática financeira, vou avisar que em um ano de glosas lineares, este convênio terá um rendimento financeiro de R$ 74.208,96. O que perfaz um rendimento efetivo com as glosas de R$ 6.184,08 por mês. Ou seja: para cada R$ 100.000,00 glosado e só pago em 90 dias, o convênio fatura todo dia R$ 206,81 de rendimentos financeiros. Quase um salário mínimo a cada dois dias.

Para melhor compreender o exposto, vale dizer que em Janeiro, o investimento deste exemplo, foi de R$100.000,00; em Fevereiro foi de R$ 200.000,00 (100 mil de Janeiro mais 100 mil de Fevereiro) e Março foi de R$ 300.000.00 (100 mil de Janeiro, mais 100 mil de Fevereiro e mais 100 mil de Março). Em Abril, o valor total do investido é deduzido de R$ 100.000,00 para pagar as glosas de Janeiro.

Nota-se que em qualquer hipótese, a glosa linear é um ótimo negócio para os convênios médicos e um péssimo negócio para hospitais, clínicas e consultórios médicos.

Para azedar de vez o meu comentário e colocar mais fogo nos ânimos dos meus clientes, eu ainda disse que se esse mesmo convênio não pagasse nenhuma glosa linear durante 12 meses, ele teria um faturamento extra anual de R$ 1.200.000,00 somados a R$ 234.000,00 de rendimentos de aplicações financeiras(3%). Isso perfaz uma renda média mensal de R$ 119,500,00 e ganhos de R$ 3.983,00 por dia. Note que dando o calote em seus ‘parceiros’ os convênios médicos nesta categoria conseguem transformar R$ 100.000,00 de glosas lineares em R$ 119.000,00 em média mensal de valores acumulados e corrigidos pela aplicação sem retiradas.

A priori, esses números hipotéticos podem servir somente como elementos de uma confusão mental para os poucos acostumados aos números e as projeções financeiras. Contudo, eles são tristes realidades no dia-a-dia de muitas empresas prestadores de serviços para convênios médicos. Essas empresas perdem parte significativas dos seus faturamentos mensais, enquanto os seus ‘parceiros de lucros’ se deleitam com essa prática pouco digna de ser chamada de comercial.

Façamos uma reflexão inversa e nos questionemos: se fosse donos destes convênios médicos adeptos das glosas lineares, nós iríamos acabar com essa prática lucrativa?

Obviamente que não. Pois mesmo na hipótese de receberem avisos e cobranças judiciais solicitando a não prática de glosas lineares, os convênios tem dinheiro para pagar ótimos advogados só com os valores obtidos nos rendimentos financeiros do períodos em que se tramitam as ações judiciais. Em suma, fazer glosas lineares no Brasil e melhor do que abrir igrejas evangélicas.
Por último, é bom que se diga que se as empresas prestadores de serviços para convênios médicos não tomarem uma ação mais enérgica quanto ao assunto, por certo muitas falirão por ter colaborado sem querer através das suas glosas lineares, para as construções de tantos patrimónios que possuem os grandes convênios médicos.

Agora, para arrematar de vez o meu azedume, eu pergunto: Você acha que os hospitais dos convênios têm glosas? Por que será que eles oferecem e realizam os mesmos procedimentos e serviços médicos dos demais prestadores de serviços e não tem glosas?

Vou fazer como fez um dos meus clientes iniciais desta minha explanação:

- Basta!! Por hoje basta!! Se não eu não aquento e enfarto agora!

O atendi prontamente pois entendi que até mesmo os médicos, tem, de vez em quando, dores de cabeça provocadas pelas tristes e incompreensíveis verdades.

Ate Breve e um forte abraço,

Roberto Carlos Rodrigues
Analista de Negócios e Informações.

Acessado em http://www.via6.com/topico.php?tid=184981 em 15/07/2008.

sábado, 12 de julho de 2008

Novidades Faculdade dos Guararapes

Olá galera, como estão?

Tenho novidades sobre a Faculdade dos Guararapes. Para novas matrículas de alunos no curso de Bacharelado em Administração para 2008.2, receberão gratuitamente os cursos de gestão portuária e gestão de petróleo e gás. É uma grande oportunidade para os futuros profissionais, diante dos maciços investimentos que estão sendo feitos em nosso Estado, tendo em vista a falta de pessoas com essa qualificação no mercado.

Outra novidade será o oferecimento do curso de Administração pelo turno da manhã. que custará R$ 335,00 até a data do vecimento. O curso de Administração pela manhã pode ser uma oportunidade para aqueles que precisam pagar cadeiras dos primeiros períodos e não querem atrasar o curso.

Para saber mais detalhes sobre o que foi dito acesse o site da Faculdade dos Guararapes e venha estudar conosco!

Até a próxima!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A complexidade da gestão financeira

Em momentos de reflexão, somos obrigados a concluir que a gestão financeira de hospitais privados é altamente complexa e, por vezes, caótica. Façamos uma análise rápida das seguintes questões:

Tabela de preços de honorários médicos e serviços de diagnóstico e tratamento.
É assunto para colecionador. Os hospitais trabalham com as tabelas da AMB de 1990, 1992 e a LPM. Além dessas, existem também as tabelas das operadoras de planos de saúde, tais como Bradesco, Cassi, Ciefas/AMB, dentre outras, em CH e em real.

Para complicar um pouco mais a situação, a moeda ainda utilizada em muitas relações comerciais entre ope-radoras de planos de saúde e prestadores de serviços de saúde, o coeficiente de honorários, ou melhor, o CH, varia de R$ 0,14; 0,18; 0,20; 0,22; 0,23; 0,24; 0,25; 0,26; 0,27; 0,28 e 0,30. Multiplique então cada tabela de preços com o valor específico de CH e teremos algumas dezenas de tabelas que servirão de referência para o cadastramento dos clientes na recepção até a cobrança e controle por parte do Faturamento e do Contas a Receber.

Além de toda essa riqueza de dados e informações, sofremos um congelamento global compulsório e sem qualquer perspectiva de recomposição das perdas inflacionárias, apesar do au-mento do dólar e da própria inflação nacional medida pelo IGP-M, IPC, dentre outros índices. Imaginem, en-tão, como os laboratórios de Patologia Clínica e Anatomia Patológica estão sofrendo com os custos dos kits em dólar.

Tabela de preços de diárias e taxas

Na sua esmagadora maioria não remuneram os custos diretos e indiretos, fixos e variáveis dos hospitais. Foram estruturadas há tempos atrás e sempre copiadas com base no conceito de preço médio de mercado. Sistema de apuração e controle de custos: esqueça, pura ilusão, os valores são estabelecidos empiricamente, principalmente os que remuneram os equi-pamentos médicos.

Glosas

Não há padrão, nem sequer uniformidade e, às vezes, nem lógica. É claro que deve existir o controle. O mais inteligente seria criar uma padronização com base em protocolos médicos e desenvolver a auditoria mé-dica preventiva e da qualidade, ao in-vés da auditoria de papéis pós-fato.

Cada operadora de plano de saúde, que pratica determinadas tabelas de preços, com determinados CH, estabelece o que deve ou não glosar. Mais uma vez as áreas de Faturamento, Contas Médicas e Contas a Receber, necessitam de mais especialização para entender, o que é quase impossível, e para se adequar a mais esses critérios operacionais, sem qualquer alusão à vida útil, à obsolescência, ou a qualquer outro aspecto técnico de formação de preços. Não existe estímulo à atualização tecnológica e não são poucas as empresas que estão devolvendo tomógrafos, ressonâncias e ultrasons, por total incapacidade de pagamento do financiamento.

Atrasos e inadimplência

Chegamos então à difícil tarefa de gestão do fluxo de caixa. Os hospitais não cobram por boleto bancário como faz o resto do mundo, não cobram multa, nem mora, nem juros, pelos atrasos. Recebem com 30 ou 60 dias, usualmente. Em alguns casos esse prazo situa-se entre 75 a 90 dias da da-ta da prestação dos serviços, apesar das obrigações serem, em sua maioria, vencíveis com 30 dias. Milagre é a pa-lavra mais adequada à gestão do fluxo de caixa de um hospital.

Conciliação bancária

Chegamos então ao jogo de quebra-cabeça. O que será que a operadora de planos de saúde pagou? Qual foi a con-ta? O que ela pagou ou não pagou da referida conta? Quando irá pagar o resto da fatura? Foi glosa? Foi glosa linear? Dentre outras inúmeras indagações e dúvidas que tiram o sono do gestor financeiro, principalmente na hora de pagar os salários, impostos, energia elétrica, água, telefone, fornecedores, dentre outras obrigações que não aceitam glosas, cobram através dos bancos, com multa, juros e mora por atrasos e em alguns casos com pro-testo após cinco dias sem pagamento.Incrivelmente desequilibrada essa relação comercial.

Bom, e a conciliação bancária? Esqueça! Como a maioria dos hospitais só investem em sistemas de front office e não possuem sistemas de ERP, ou back office, dificilmente haverá conciliação bancária, reapresentação de glosas ou qualquer controle financeiro básico, de forma correta e ajustada.

Apesar de todos estes fatores críticos devemos sempre ter uma postura oti-mista e buscar, permanentemente, o equilíbrio do sistema de saúde privado e da relação entre operadora de planos de saúde e prestadores de serviços de saúde.

Quais os caminhos para organizar esta situação?
  • A completa profissionalização da gestão, investindo em pessoas qualificadas, em sistemas integrados de informações, em equipamentos e no processo educativo contínuo.
  • Estar atento e perceber com muita clareza a relação demanda e oferta do mercado de saúde, que não é elástica. Investir no setor saúde sem pesquisa de mercado e sem estudo de viabilidade econômico financeira é por demais arriscado.
  • Estabelecer diálogo maduro com as operadoras de planos de saúde, dentro do conceito ganha-ganha, único caminho para a sobrevivência do sistema privado de saúde e, conseqüentemente, de seus integrantes. Não existe um único culpado, pois todos os agentes possuem sua parcela de culpa. Não existe solução para apenas uma parte, pois a solução é conjunta. O caminho é a prestação de serviços de qualidade, adequados e necessários, com custos competitivos e compatíveis com a nossa realidade.
Estamos todos interligados em um único sistema de saúde: operadoras, prestadores, usuários e governo, e o único caminho para garantirmos uma assistência digna para a população brasileira é a integração e complementaridade entre esses agentes.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Matéria - Diga não

Oito em cada dez profissionais têm receio de dizer não ao chefe ou a colegas de trabalho. Aprenda a recusar tarefas sem comprometer sua imagem.
Por RENATA AVEDIANI

Para manter a produtividade em alta, é fundamental aprender a dizer não. Quem é incapaz de recusar uma tarefa perde foco, centraliza decisões e acumula trabalho. E sofre por causa disso. “Ao dizer não, as pessoas temem gerar frustração nos outros”, diz Liamar Fernandes, consultora da BSP Career. Uma pesquisa do portal Você com Mais Tempo — uma parceria de você s/a com a consultoria Tríade do Tempo, especializada em gestão de tempo e produtividade — revela que oito em cada dez pessoas têm difi culdade para negar um pedido. Para 56%, o maior problema é dizer não ao chefe. O desafi o é como recusar tarefas com assertividade, sem prejudicar sua imagem profissional. “Ser assertivo é conseguir equilibrar suas prioridades com a dos outros”, diz a consultora de carreira Maria de Fátima Ohl Braga. A seguir, listamos sete situações do cotidiano corporativo que costumam causar estresse e mostramos maneiras de dizer não a elas sem queimar seu filme com chefes e colegas.

COMO DIZER NÃO QUANDO...

1. Você trabalha em um projeto há meses e na véspera da entrega seu chefe lhe dá uma tarefa urgente. Tocar as duas atividades é impossível, mas você acha que dizer não para o chefe equivale a um pedido de demissão.
Solução: Assuma que não dá conta do recado e explique o porquê. “Se o chefe insistir, peça para ele avaliar suas responsabilidades e estabeleça novas prioridades”, diz Christian Barbosa, diretor da Tríade do Tempo.

2. Você recebe um trabalho de má qualidade e, para não criar atritos com a equipe, prefere refazer tudo por conta própria.
Solução: Assumir tarefas dos outros prejudica sua produtividade e não contribui para o desenvolvimento de quem trabalha com você. “Para não devolver um relatório ruim à minha equipe, tive de trabalhar à noite, após o expediente”, diz Rodrigo Domingues, de 28 anos, gerente de negócios da Primesys, empresa do grupo Embratel. “Deveria ter recusado o documento.” O ideal é pedir que o trabalho seja refeito, mostrar os pontos fracos e se colocar à disposição para ajudar.

3. Você recebe a ordem de fazer algo que fere seus princípios éticos e morais.
Solução: Aceitar um pedido desses costuma gerar angústia e culpa. A melhor saída é a prevenção. No dia-a-dia, exponha com clareza os valores em que acredita. Assim, as pessoas saberão antecipadamente que tarefas você se recusará a cumprir por questões éticas — e, se for o caso, buscarão outro nome para realizá-las.

4. Você recebe uma tarefa para a qual não se sente preparado.
Solução: Você não será tachado de incompetente por admitir, ocasionalmente, que está despreparado. Quando estiver nessa situação, converse com seu chefe sobre sua limitação. Isso desapontará seu superior? Talvez. Mas, provavelmente, um trabalho ruim desapontará mais. “Por falta de familiaridade com a função, levei uma semana para entregar um projeto que poderia ser resolvido em três dias”, conta Alexandre Gromzynski, de 32 anos, gerente de projetos da empresa de tecnologia CTIS.

5. Você é convocado para uma reunião que acontecerá na mesma hora de outro compromisso já agendado.
Solução: Há casos em que o único jeito é remarcar. Se não for possível, tente negociar uma permanência menor em cada um dos compromissos. Há alguns meses, Rodrigo, da Primesys, estava de saída para um evento quando foi convocado para uma reunião. Checou a pauta, para avaliar a importância de sua presença. “Mostrei ao meu chefe que a reunião não seria proveitosa naquele momento”, diz. Não é preciso largar tudo cada vez que for convocado pelo chefe. “Não há nada de mal em negociar a agenda, desde que haja boas razões para isso”, diz Christian, da Tríade do Tempo.

6. Você é convidado para assumir um cargo pelo qual não se interessa.
Solução: Aceitar uma proposta que contraria seus objetivos profissionais só trará prejuízos — para você e para a organização. Agradeça o convite e explique que a oferta não está alinhada ao seu plano de desenvolvimento. Mas esteja preparado para a frustração de quem o recomendou. Paulo Roberto Oliveira Martins, de 42 anos, gerente de operações da fornecedora de software Datasul, perdeu a confiança de um antigo chefe quando se recusou a assumir uma função que não lhe interessava. Seu chefe lhe deu duas opções de promoção e deixou clara sua preferência. Paulo ficou com a outra. Decepcionei aquele chefe, mas a escolha permitiu que eu pudesse evoluir da forma que achava mais certa”, diz.

7. Um cliente pede que você realize uma tarefa que não está prevista no contrato que ele tem com sua empresa.
Solução: Mostre o contrato para o cliente e procure alertar para os riscos que você e a empresa estão correndo ao desrespeitar o acordo. “Tente negociar uma solução que agrade a todos”, diz Christian, da Tríade do Tempo. Se não der, fique com o que diz o contrato, sem se importar com a reação do cliente.

Acessado em http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0119/fechado/evolucao/mt_278181.shtml em 01/07/2008.

domingo, 29 de junho de 2008

Perfil Thai Quang Nghia (Ele é o cara)

Olá galera, como vocês estão. No post que fiz sobre o congresso de administração que fui, prometi resumir palestra por palestra para que vocês pudessem ter uma idéia de como foi. Entretanto, por pura falta de tempo, isso não foi possível, devido ao grande número de palestras. Porém, de todas as palestras do evento, uma em particular me chamou a atenção, que foi a do fundador e presidente da Góoc, Thai Quang Nghia. A história dele é muitíssimo interessante, devido a todas as condições adversas que ele enfrentou para construir seu império, revelando-se um grande empreendedor. Abaixo um pequeno resumo de sua história:


Em 1978, aos 21 anos, Thai Quang Nghia fugiu de barco da Guerra do Vietnã. Ficou três dias à deriva até ser resgatado por um navio da Petrobrás. Naquela época, quase 1 milhão de pessoas daquele país fugiu do sistema socialista instalado após o término da guerra contra os Estados Unidos.

Filho de donos de plantações de arroz, era considerado “burguês” pelo governo socialista. Foi excluído da seleção para ingresso na universidade em função de sua origem “pouco nobre”.

Começava assim a longa trajetória de empreendedorismo do vietnamita no Brasil. Ao chegar no Rio de Janeiro, Nghia passou vários dias como indigente, vagando pelas ruas da Cidade Maravilhosa, sem ter o que comer ou vestir. Só falava e entendia francês.

“Não havia hospedagem e fiquei com 37 imigrantes em uma pensão precária em São Cristóvão. Lá não havia sequer banheiro”, lembra. Passou fome e bebeu água de poças nas ruas cariocas.

Conseguiu comprar um dicionário francês/português e foi fazendo as traduções. Soube que São Paulo era aterra das oportunidades e seguiu para a capital paulista. Instalou-se na Igreja do bairro Glicério (região central da cidade), no abrigo da Cruz Vermelha. “Eu tinha direito a meio salário mínimo oferecido pela ONU (Organização das Nações Unidas)”, afirmou.

A vida seguiu. Quatro anos depois, com domínio do português, Nghia passou em Matemática na Universidade de São Paulo. “Passei pelo grupo Monteiro Aranha, Unibanco. Trabalhava de madrugada como operador de mainframe e estudava de manhã. Isso só foi possível porque contava com o apoio de uma família vietnamita, com a qual eu contribuía mensalmente, em troca, recebia refeições e acomodação”.

A família tinha uma fábrica de bolsas. Os negócios pioraram e a empresa fechou. Para pagar os empréstimos que o hóspede tinha concedido, deram-lhe 800 bolsas. Passou a vender de porta em porta, para pequenas lojas na 25 de Março. Era o típico sacoleiro. “Negociava as peças diretamente com as varejistas, ofertando preços vantajosos para eles e para mim, já que não existia a figura dos atravessadores”.

Surgia, assim informalmente, grupo Domini, que este ano completa 20 anos. Abriu quatro lojas no centro de São Paulo. Em 1993, criou as sandálias Yepp, que significa simplesmente ‘originalidade’ (em vietnamita), baseada no modelo de sandália que Nghia e seus conterrâneos vestiram durante a vida e ao longo da guerra entre Estados Unidos e Vietnã do Norte: um tipo de papete simples e resistente.

Mas foi por meio de uma parceria com a Avon, em 1998, que passou a vender bolsas e sandálias por catálogo. Nghia substituiu a marca Yepp por Góoc, que quer dizer ‘raiz cultural’. A mudança de nome trouxe também mudanças estruturais na empresa. As sandálias passaram a ser confeccionadas com borracha de pneus reciclados.

Os pneus são reciclados e vulcanizados e transformaram-se nas solas das papetes. As tiras são feitas das câmaras dos pneus e não são coladas, mas encaixadas na sola do calçados, o que permite que elas sejam recombinadas.

Há três meses, montou uma fábrica da Bahia, criando 140 novos empregos. Ao todo, o grupo Domini possui 980 funcionários e produz mais de 4 mil pares de sandálias por dia, além de bolsas, roupas e acessórios. “Minhas meta é vender 210 milhões de unidades de produtos no Brasil até 2014”, diz.

Fonte: http://www.planodenegocios.com.br/dinamica_novanoticia.asp?tipo_tabela=novanoticia&id=362


Para aqueles que se interessarem, no site da Endeavor tem uma palestra do Thai Quang Nghia (que por sinal é praticamente a mesma do congresso). Para assistir é necessário fazer um cadastro gratuito no site. Abaixo o link da palestra:
http://endeavor.isat.com.br/player/player.asp?Palestra_ID=313

Acessem também o site da empresa e conheçam os produtos Góoc: http://www.gooc.com.br/

Até a próxima!

sábado, 21 de junho de 2008

Carta Aberta aos Estudantes de Administração

Que tipo de administrador a sua instituição de ensino deseja que você se torne? Não se preocupe se não souber responder: a maior parte das faculdades brasileiras de Administração ainda não parou para pensar no assunto.

A coisa funciona mais ou menos da seguinte forma: cada instituição reúne um grupo bastante eclético de professores, cada qual com sua especialidade e com características bastante peculiares que o distingue dos demais. Dessa heterogeneidade e diversidade de pensamentos é que vem a riqueza de sua formação. Você aprende a extrair de cada mestre as melhores lições. O outro lado da moeda é que raramente existe algum consenso quanto ao perfil de administrador que a instituição deve formar, e aí quem sai perdendo é você.

Muitas instituições, ao contratarem seus docentes, apenas lhe entregam uma caderneta, um plano de ensino feito por outro professor, explicam os procedimentos burocráticos básicos (“você deve bater o ponto até cinco minutos antes de começar a aula, deve preencher o diário de classes com o conteúdo apresentado, deve colocar exatamente um pontinho no quadradinho referente ao dia, deve fazer três avaliações por semestre, blábláblá...”), e boa noite e boa sorte. Nenhum comentário sobre a missão da instituição, ou o que eles esperam do professor. A ausência de uma visão compartilhada acaba bagunçando todo o coreto. Os alunos ficam à mercê do perfil individual de cada professor. Às vezes, dão sorte de encontrar um professor pra frente, vocacionado, com aulas dinâmicas e ótimo conteúdo. Outras, dão o azar de topar com um profissional desmotivado, desatualizado e que não compreende a amplitude de seu papel como educador.

Falamos tanto em gestão do conhecimento, mas me responda uma coisa: o seu professor de Administração Financeira sabe o que você está vendo nas aulas de marketing?

Pois é... Parece que a comunicação não anda fluindo muito bem em boa parte dos cursos de Administração de nosso país. Ensina-se uma coisa, pratica-se outra. Mas podemos contornar esses problemas, e você pode exercer um papel importante nesse processo de mudança.
Talvez você não saiba o tipo de administrador que a sua instituição deseja que você se torne, mas VOCÊ, pelo menos, deve saber.

Primeira dica: não se restrinja, jamais, a fazer apenas ao que lhe é cobrado. É muito comum encontrarmos professores “light”, que não exigem o suficiente e são condescendentes com os alunos. A turma adora, não aprende nada e acaba passando com nota boa. Na verdade, desperdiçam uma ótima oportunidade para adquirir conhecimento e desenvolver competências. Administração, no geral, é um curso fácil, enquanto que administrar é extremamente complicado. Se você não aproveitar a faculdade para desenvolver realmente as habilidades que um administrador precisa ter, terá dificuldades para ingressar no mercado posteriormente ou dar respostas na organização que vier a trabalhar. Apresentar um trabalho em grupo, por exemplo, é uma oportunidade ímpar para aprimorar sua capacidade de comunicação, trabalhar em equipe, exercer liderança e de superar expectativas. Administradores são obrigados a fazer isso o tempo o todo.

Segundo: aproveite todas as oportunidades que a instituição oferece. A coisa não se restringe à sala de aula. Muitas instituições oferecem programas de iniciação científica e de monitoria, por exemplo. O aluno que participa dessas atividades aprende a pesquisar, escrever, fica mais inteligente e, acredite, isso conta pontos lá na frente, depois da faculdade.

Terceiro: participe de uma empresa júnior. Essa é a melhor forma de aprender na prática tudo aquilo que um administrador precisa saber. Acompanho de perto o trabalho de muitas empresas juniores e, devo admitir, muitas delas não deixam nada a desejar às empresas de consultoria profissionais. Normalmente, os participantes de uma empresa júnior têm carreiras brilhantes, pois já saem da faculdade com experiência, auto-confiança e com uma bela rede de contatos.

Quarto: leia bastante. Faça da leitura um hábito. É um erro pensar que apenas praticando é que se aprende. Essa é uma meia verdade. Você deve ter um excelente embasamento teórico e saber aplicá-lo na prática.

Quinto: corra, Lola, corra! Procure formas de se aprimorar sempre. Faça cursos de extensão, aproveite seus fins de semana para aprender algo novo, viaje e, por favor, não esqueça de aprender outros idiomas. Inglês é fundamental, mas saber outras línguas além dessa, com certeza, irá lhe abrir mais portas.

Sexto: seja legal. Já escutei algumas vezes em sala de aula algum aluno falar que ali são “todos concorrentes”, pois irão competir por um lugar ao sol mais na frente. Besteira. Sei que o mundo é extremamente competitivo, mas as pessoas cooperativas são muito mais queridas - e acabam levando vantagem sobre os individualistas e mesquinhos. Inclusive, algumas organizações, como o Google, já aplicam diversas técnicas em seus processos de seleção para identificar – e descartar – os malas de plantão.

Por fim, lidere movimentos de mudança em sua instituição. Não fique esperando melhorias do tipo top-down (de cima para baixo). Muitas instituições de ensino estão apenas enroscadas no catatau de processos burocráticos que criaram ao longo dos anos. Os paradigmas estão aí para serem quebrados. Lembre-se de que você é parte da instituição. No fim das contas, você, os seus professores, coordenadores e diretores, estão no mesmo barco. Qualquer um pode dar sua contribuição e deixar seu legado. Foi-se o tempo em que as melhores estratégias saíam apenas das cabeças do presidente ou dos membros iluminados do conselho. Muitas das grandes idéias que revolucionaram o mundo partiram de pessoas envolvidas diretamente com o processo. Se você consegue identificar falhas e – o mais importante – consegue enxergar soluções para os problemas identificados, você pode ser um importante agente de mudança. Todo mundo irá ganhar com isso, inclusive você.

Pronto para começar?

Acessado em http://www.administradores.com.br/artigos/carta_aberta_aos_estudantes_de_administracao/23363/ em 21/06/2008.

domingo, 15 de junho de 2008

Alunos de Administração Hospitalar marcam presença no V Congresso Brasileiro de Administração

Olá pessoal, tudo bem. Foi realizado nos dia 12, 13 e 14 de junho no Centro de Convenções de Pernambuco o V Congresso Brasileiro de Administração promovido pela Faculdade Maurício de Nassau. O congresso teve como tema Estratégia: Ferramenta de sucesso nos negócios, e contou palestras grandes nomes como Luciano Bivar (Presidente da Excelsior Seguros), Thai Quang (Presidente e fundador da Goóc), Ozires Silva (Ex- Presidente da Embraer e Petrobrás), Fernando Tigre (Ex-presidente da Alpargatas), Cássio Casseb (Ex-presidente do Banco do Brasil), Nicola Minervini (Consultor internacional e autor do livro O Exportador) entre outros nomes. Houve também uma pequena exposição com algumas empresas.
Como nós não poderíamos ficar fora deste evento, 4 alunos do curso de administração hospitalar (turma 7NB) marcaram presença no evento. Os alunos são Cátia Carvalho, Elaine Cristina, Elíude Duarte e Rafael Alves. Em breve, faremos aqui no blog um pequeno resumo de como foi o evento, para que aqueles que não puderam estar presentes possam aproveitar também. Seguem algumas fotos que eu (Rafael) consegui tirar no evento. Não ficaram muito boas pois tirei com meu celular. Mais para frente colocarei algumas fotos que as meninas tiraram com suas câmeras.

Alunos de Hospitalar (7NB) - Elíude, Cátia, Elaine e Rafael.

Credencial para o evento.

Stand da Faculdade Maurício de Nassau.

Stand da University (camisas).

Praça de alimentação.

Vista do Teatro Guararapes (local de todas as palestras).

Portal de entrada para os eventos (eram 3 eventos simultâneos: Administração, Turismo e Gastronomia, Sistema de informações e Telecomunicações).

Se algum aluno da Faculdade dos Guararapes esteve presente no evento e quiserem postar suas fotos no nosso blog é só enviar para news_hospitalar@yahoo.com.br e breve estarei publicando aqui no blog.

Até a próxima e estudem para a semana de provas!